Foto: Divulgação
O crescimento dos cassinos online e das apostas esportivas no Brasil levou o Sistema Único de Saúde (SUS) a criar um serviço de teleatendimento para pessoas com dependência em jogos e apostas. A iniciativa busca ampliar o acesso ao tratamento, principalmente para quem evita procurar ajuda presencial por vergonha.
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O projeto prevê investimento de R$ 2,5 milhões e a expectativa é de atender cerca de 600 pessoas por mês.
Poucos atendimentos registrados
Mesmo com a expansão das plataformas de apostas, os atendimentos ainda são considerados baixos. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas em todo o país.
Especialistas apontam que muitos casos não chegam ao sistema de saúde por constrangimento ou dificuldade em reconhecer o vício.
Milhões em risco
Estimativas indicam que cerca de 11 milhões de brasileiros podem estar em risco de problemas de saúde mental e financeiros ligados às apostas.
Em termos econômicos, calcula-se que os brasileiros percam cerca de R$ 23,9 bilhões por ano em jogos, valor equivalente a aproximadamente 0,2% do PIB nacional.
Investimento maior em saúde mental
Diante do avanço do problema, o Ministério da Saúde ampliou os recursos para saúde mental, que passaram de R$ 1,7 bilhão em 2022 para R$ 2,9 bilhões em 2025.
Plataforma permite bloquear CPF em sites de apostas
Outra medida adotada foi a criação da Plataforma de Autoexclusão Centralizada ( LINK ), que permite ao próprio usuário bloquear o CPF para impedir acesso a sites de apostas.
O cadastro é feito online e segue etapas simples:
- Login com conta Gov.br;
- Escolha do tempo de autoexclusão;
- Indicação do motivo da decisão;
- Aceite dos termos e confirmação dos dados;
- Confirmação do bloqueio do CPF.
O prazo de bloqueio pode variar de 1 a 12 meses ou por tempo indeterminado. Após a escolha, não é possível cancelar a autoexclusão antes do término do período definido.
Especialistas alertam que o vício em apostas pode causar endividamento, ansiedade, depressão e conflitos familiares, reforçando a importância de tratamento e prevenção.
✍️ Da redação: Jornalista Toni Oliveira
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