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Uma corrente falsa que circula nas redes sociais e aplicativos de mensagem voltou a preocupar moradores do interior de São Paulo em 2026, incluindo Santa Rita do Passa Quatro. A mensagem afirma que pessoas vivendo com HIV estariam indo de casa em casa, se passando por estudantes de enfermagem, para medir glicemia e contaminar moradores com o vírus — informação que é inverídica.
O boato não é recente. Conteúdos com a mesma narrativa circulam há anos na internet e já foram alvo de diversas checagens. O conteúdo já foi desmentido em diferentes anos — incluindo 2018, 2019 e 2023 — sempre com a mesma conclusão: não há qualquer registro real que sustente a acusação. Plataformas de verificação e órgãos oficiais reforçam que não existem casos confirmados, investigações ou alertas sanitários relacionados à suposta prática descrita na corrente.
Especialistas classificam a mensagem como um exemplo clássico de “corrente de pânico”, criada para gerar medo, estigmatizar pessoas e estimular o compartilhamento em massa. Em versões anteriores, o texto chegou a ser associado até ao fenômeno da chamada “Baleia Azul”, outro tema amplamente explorado por conteúdos falsos nas redes sociais. Não há registros policiais, hospitalares ou sanitários que comprovem a história.
Diante da repercussão, a Prefeitura de Santa Rita do Passa Quatro publicou uma nota para esclarecer o caso e tranquilizar a população. No comunicado, o município afirma: “É falsa a mensagem que circula sobre pessoas supostamente realizando testes de glicemia nas casas para transmitir doenças.”
A prefeitura destacou ainda que apenas Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias atuam nas ruas, que os profissionais trabalham sempre identificados e que não realizam coleta de sangue durante visitas domiciliares. Segundo a administração municipal, não há qualquer registro ou operação dessa natureza na cidade.
A nota também faz um alerta sobre os impactos sociais desse tipo de conteúdo. Associar doenças a práticas criminosas é uma forma de discriminação e não condiz com a realidade da saúde pública, reforçou o município, que destacou seguir comprometido com a segurança da população, a informação correta e o respeito a todos.
Conclusão: a história é falsa, antiga e sem qualquer comprovação. Não há casos confirmados, alertas oficiais ou investigações que sustentem a narrativa. A recomendação das autoridades é não compartilhar boatos e sempre verificar a veracidade das informações antes de repassar.

✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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