A nova realidade dos atendimentos em salões de beleza na era Covid-19


Algumas cidades brasileiras já estão passando pela experiência de uma reabertura gradual da atividade econômica, como comércio e serviços. Em São Paulo, empresários aguardam a progressão da cidade a estágios mais seguros do plano de reabertura.

Embora cada município tenha sua própria agenda e protocolos para reabertura de salões de beleza, clínicas de estéticas e barbearias, há um aspecto comum entre eles: uma nova rotina de atendimentos criada a partir de uma nova realidade de interação social, principalmente por se tratarem de locais com alto potencial de transmissão do novo coronavírus.

Segundo pesquisas divulgadas pela OMS, o novo coronavírus pode sobreviver por até 3 dias em superfícies de plástico ou aço. Por isso, utensílios compartilhados em salões de beleza, como secador, tesouras, alicates e pinças trazem elevados riscos de transmissão e necessitam de expedientes de prevenção específicos.

“Em ambientes como os salões, que normalmente são pequenos, o contato com outras pessoas é muito grande, porque os clientes costumam sentar um do lado do outro e o profissional fica muito próximo da pessoa que está atendendo. O cabeleireiro toca no cliente, assim como o massagista, a profissional que faz a sobrancelha, a manicure... é muita proximidade”, explica a médica infectologista Karen Mirna Loro Morejon.

“O cliente terá que usar máscara dentro do salão, redobrando sempre a higienização da mão, mantendo distância de outro cliente. Os funcionários também devem usar máscaras, higienizar as mãos com maior frequência, higienizar as bancadas e todos os materiais que forem usar. Quem fica na área de atendimento deve higienizar o teclado, mouse e celular.

Também será preciso limpar banheiros, cadeiras e poltronas” completa Karen.

Fonte: toquestyle.com