Peeling: saiba tudo sobre o procedimento para deixar a pele mais luminosa e saudável


Pele luminosa e mais lisa. É isso que promete o peeling, técnica que provoca uma lesão controlada na pele e pode ser aliada na melhora da textura do rosto. O procedimento renova as camadas da pele, suavizando rugas finas, danos solares e manchas que surgem com o envelhecimento. Ele também é muito benéfico para quem sofre de acne e melhora a textura da pele de forma geral.

A depender da camada removida, o peeling pode ser superficial, médio ou profundo. O mais usado e indicado para todos os tipos de pele é o superficial. O tratamento químico consiste na aplicação de um ou mais agentes esfoliantes que levam à destruição de partes da epiderme ou da derme e provocam a regeneração dos tecidos. Os principais ativos usados são ácido retinóico, ácido glicólico, ácido salicílico, ácido tricloroacético e o fenol, cada um com uma indicação específica. Eles são aplicados isoladamente ou em algumas combinações.

"O ácido retinóico é o campeão. Ele é bom para melhorar os cravinhos e a textura da pele, que fica lisinha, mais clara e uniforme. O ácido salicílico é recomendado para acne. Já o tricloroacetico é indicado para manchas e rugas, embora esteja sendo menos usado atualmente", explica a dermatologista Juliana Piquet. "Há também os peelings clareadores, com diversas combinações, como a hidroquinona", completa.

A dermatologista Leandra Metsavaht recomenda uma preparação de 15 dias, com uso de produtos para a pele, antes do procedimento:

"Os peelings superficiais e médios não precisam de anestesia prévia. É feito o desengorduramento da pele e depois aplicada a substância química escolhida pelo dermatologista. Algumas são neutralizadas imediatamente, outras serão removidas pelo próprio paciente em algumas horas", descreve.

A pele começa a descamar uns 2 dias depois do peeling. Esse processo dura mais 2 ou 3 dias, quando se pode começar a ver os resultados. "Normalmente os pacientes têm uma recuperação de 7 a 10 dias e devem evitar o sol por pelo menos 15 dias para não manchar a pele", alerta a médica. O inverno é a melhor época do ano para o pro- cedimento justamente por isso.

Leandra acredita que o peeling superficial pode ser feito a cada 15 dias, o médio, a cada mês, por três meses, e o profundo uma vez ao ano. A indicação do quão profundo deve ser o procedimento e que substâncias devem ser usadas vai depender das características do paciente e de seus objetivos. O procedimento não é indicado para mulheres grávidas ou para quem se expõe muito ao sol. Também não serve para rugas e cicatrizes profundas. Para quem está em isolamento social, vale aplicar máscaras faciais e fazer esfoliação para promover também a regeneração de tecidos em casa.

Antes de qualquer iniciativa procure um dermatologista.

Fonte: oglobo.globo.com