Circos sofrem efeitos da pandemia e trabalhadores do setor ficam sem renda


São cerca de 750 circos itinerantes parados em todo o país, fora outras companhias e escolas circenses. Cerca de 12 mil artistas estão sem a fonte de sustento. Somente no Estado de São Paulo, 2,5 mil famílias estão sem nenhuma renda desde o início da quarentena.

Enquanto ainda aguardam os recursos garantidos pela Lei Aldir Blanc, aprovada pelo Congresso Nacional e que visa socorrer a classe artística, os profissionais do circo estão vivendo da doa- ção de cestas básicas e da venda de produtos produzidos por eles mesmos.

Segundo a Abracirco, são cerca de 750 circos parados em todo o país, fora outras companhias e escolas circenses. Sem bilheteria, cerca de 12 mil artistas estão sem a fonte de sustento. Somente no estado de São Paulo, cerca de 2,5 mil famílias estão sem nenhuma renda desde o início da quarentena.

Na manhã de quarta-feira, dia 29 de julho, a reportagem do Jornal O Santarritense esteve no Clube de Campo onde estão os artistas circenses do Impérius Cirkus. Eles estão em Santa Rita do Passa Quatro desde o inicio da pandemia. Acostumados a percorrer o país, há mais de 120 dias os 14 adultos e quatro crianças do Impérius estão parados em nossa cidade.

Eles conseguiram fazer três apresentações antes da quarentena, mas depois tiveram como quase todo mundo, que encerrar as atividades.

Em contato com Pepa Rios, responsável pelo circo, ela afirmou que ao contrário de outros que estão à deriva, o Impérius foi acolhido pela prefeitura local, que forneceu o espaço com água e luz. Ela agradece a ajuda que tem recebido da população. "O povo daqui abraçou a gente de uma forma absurda, sempre chega alguma coisa, a gente vive de doações porque a bilheteria está fechada. Sai o carro de propaganda nosso, vendendo maçã, churros, algodão doce, pipoca doce, se virando como gente de circo está se virando nessa pandemia: vendendo produtos que são tradicionais do circo", declarou a Pepa.

As 18 pessoas que estão no Clube de Campo fazem parte de vários Estados brasileiros como Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Aracaju (de onde é a família da Pepa), entre outros.

A Secretaria Especial da Cultura, do governo federal, informou que a partir do sábado, 25 de julho, os estados e municípios deverão enviar as informações solicitadas para o recebimento do valor previsto.

O recurso será transferido aos entes por meio de uma plataforma do Ministério da Economia. Ao todo, de acordo com a secretaria, serão encaminhados no total R$ 3 bilhões para o socorro dos profissionais.