Notícias da Estrela


FUTEBOL – Saudades do nosso domingo de futebol, dos treinos com a garotada, das nossas viagens com a equipe, com as conversar de bastidores. Saudades das alegrias das vitórias e as preocupações da diretoria em corrigir as falhas das derrotas. O cuidado com o campo, para poder proporcionar uma boa oportunidade dos nossos atletas mostrarem seu talento. A procura de atletas que tenham o perfil que desejamos para o nosso elenco. Mas no momento a prioridade é a maior virtude que temos: A VIDA.

Nesta nossa parada incluímos a nossa preocupação, não só com o elenco, mas com os torcedores, com os futuros atletas, com a nossa população. Nós da diretoria vestimos na verdade a camisa da preservação e da luta pela nossa existência. Mas volta e meia passamos pelo Estádio Júlio Gonçalves de Campos, e nos corta o coração em ver ele parado, parece que até o gramado ficou triste, apagado. Parece que até o gramado sente a falta da bola rolando em seu dorso, a arquibancada sente o silêncio do grito de gol, do agito da torcida, do calor humano que ali impera durante as pelejas. Oxalá em breve possamos vencer mais esta batalha que está sendo travada, uma disputa que nos tornou, todos, independentemente da idade, do sexo, da cor, da classe social, em atletas da vida, cuja peleja lutamos dia a dia rumo a VITÓRIA.

COVID-19 - Não podemos abaixar a nossa guarda, a luta e feroz, o adversário se deixar se torna fatal. Por onde passa está deixando um horrível e triste rastro molhado de lágrimas. Esta luta me tirou infelizmente no meio deste mês, o que eu tinha de mais caro, MINHA MÃE. Perdi amigos preciosos, pessoas que lutavam de frente com este vírus, nos hospitais, nas UTIs – nas enfermarias.

Graças a DEUS, houve também vitoriosos, como minha filha que trabalha como enfermeira e foi cometida deste mal, mas conseguiu GRAÇAS A DEUS, vencer, e poder voltar a luta, na esperança de salvar mais e mais vidas. Portanto, não vamos baixar a guarda. Não vamos dar chance deste forte inimigo, retomar fôlego, pois aí poderá voltar mais forte.

ASFALTOS – A situação dos asfaltos dentro do distrito está ficando precário, na avenida José Ferreira de Resende os buracos estão acumulando, e pegando um status de grau maior, com pretensão a cratera. Na outra pista da Avenida, temos uma tampa de bueiro que é um verdadeiro risco aos veículos e pior bem próximo a escola. De contrapartida com o intuito de não ser menos agravante, os reparos feitos pelas escavações da COMASA ajudam a danificar a pista de rolamento e olhem que não é apenas uma simples avenida, é uma rodovia que liga Porto Ferreira a Santa Rita e também a Tambaú. Faz-se escavações e depois um remendo sem compromisso, daquele bem desprovido de capricho.

Conclusão a Estrela poderia ser um brinco, já foi, mas está abandonada. Infelizmente ABANDONADA. Cidade Poema... Estão rasgando seus versos... Rasurando sua história. Estão começando pelas bordas de seu livro.

A LUTA CONTINUA – PRAÇA: Da dó ver como se encontra a nossa amada e única praça do distrito. Lembrar o carinho que o pessoal da manutenção dispensava e este nosso marco, e hoje o desleixo a que está relegada corta o coração. E olha que é apenas uma praça. Poderia ser um brinco, e na verdade era. Promessas ouvimos, mas ela está lá, como um cartão de visita roto, desbotado, prova de que nada foi feito. Praça Padre Moscopp. POR FALAR EM PADRE... Estão sumindo como estão sumindo com a casa paroquial daqui.

Cada pancada de marreta, nas paredes, ainda firmes, faz ecoar em nossas memórias, e no coração, a luta para se conseguir, a alegria de fazer, o sonho de uma fé que plantaram em nossas almas, e os mesmos responsáveis por preserva-la, se encarregam de destruir. Não se trata só da parte religiosa, que está uma lástima, mas de um patrimônio do povo estrelense, construído por eles, que sem respeito está sendo demolido. Uma oportunidade de projetar, não só o distrito, mas a nossa história que está se desmoronando.

O medo, a dúvida do até quando teremos, os nossos marcos em pé, como o Salão Paroquial, a Igreja, a nossa Matriz, que teimam em chamar de Capela. Prazer em denegrir a nossa fé. Estão arrancando pela raiz a semente do catolicismo que imperou aqui. E dói ver os meus amigos devotos da nossa mesma religião, levantarem cedo, irem a missa na cidade, em uma Suntuosa Matriz, rezarem, cantarem os Hinos em meio a tanta alegria, ao final saírem como se a missão estivesse cumprida. 

Se olharem um pouco mais ao lado, na mesma cidade, no bairro mais distante, há um irmão esquecido, lutando, por uma igreja que está de portas fechadas, paredes trincadas, pedindo socorro. Isto na cidade deles...

Amanhã este Padre vai embora, ele não é daqui, mas nós ficamos olhando a ruina que ele deixou. Gostoso ouvir falar de São Francisco, do Padre Donizetti, toca fundo em nós.

Por que não fazer como São Francisco, tirar a roupa do orgulho, e vir aqui vestir a roupa da luta pela nossa religião, pela nossa preservação?

O marco das cidades é a Igreja Matriz, é o marco principal, o marco zero, é ali que começa a cidade, e nós estamos perdendo o nosso marco principal.

UFA...LEIA E REFLITA.