Estado de SP prevê pico de casos de coronavírus entre abril e maio


O governo de São Paulo estima que o pico de casos de coronavírus no estado deve ocorrer entre meados de abril e maio. O estado aposta em estratégias de restrição de circulação para diminuir a velocidade de contágio do vírus, segundo o infectologista David Uip, que coordena o centro estadual de contingência contra a doença. São 286 casos confirmados do novo coronavírus no estado, com 5 mortes e mais de 7 mil casos suspeitos em investigação.

A Coordenaria de Vigilância em Saúde (Covisa) da capital estima que as medidas adotadas até o momento na capital tenham restringido as idas e vindas na cidade em 60%, segundo Uip.

"O pico deve ser mais pro final de abril, meio de abril, e também maio. Isto é previsão", disse David Uip nesta sexta-feira (20).

"Nós estamos tentando retardar e baixar a curva, através de medidas de restrição da circulação de pessoas. O objetivo é diminuir o número de infectados e achatar a curva. Eu entendo que isso será conseguido", completou.

A estratégia de "achatar a curva" de novos casos de coronavírus é apontada por especialistas como uma das mais eficazes no combate à doença. Na segunda-feira (16), o governo disse estimar que a epidemia vai durar de 4 a 5 meses no estado.

Segundo o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, os dados disponíveis até o momento não permitem previsões de quantas pessoas devem ser infectadas em São Paulo. Na semana passada, um áudio de um médico que se reuniu com David Uip viralizou no WhatsApp; no arquivo, o cirurgião do Incor, Fábio Jatene, dizia que até 45 mil pessoas devem contrair a doença em São Paulo.

"Só vamos conseguir prever daqui um certo tempo, porque ainda é muito cedo, em termos de número de casos, para estabelecer qualquer efeito matemático. Ainda não é momento para fazer previsões de quantas pessoas devem ser infectadas", disse Germann nesta sexta (20).