Como posso ajudar em relação ao coronavírus? Veja meios de espalhar solidariedade.


Organizações do terceiro setor estão se mobilizando para captar recursos para a área de saúde e equipamentos para hospitais, além de promover campanhas de doação para dar suporte a grupos mais vulneráveis ao coronavírus.

“Todos querem ajudar e não sabem bem como, então começamos a trocar ideias com pessoas conhecidas para montar uma lista de iniciativas e organizações que podem fazer diferença nas favelas e periferias do Brasil neste momento”, afirma o cineasta Fernando Grostein Andrade, sócio da produtora Spray Filmes e da plataforma Quebrando o Tabu, que também vai compartilhar informações colhidas em conjunto e checadas pela Folha.

Neste momento, também é uma contribuição importante doar sangue, já que os hemocentros do país passam por momento de dificuldade, com a redução no número de doadores e a baixa dos estoques.
A seguir, veja como ajudar.

E, se alguém em Santa Rita conta com alguma iniciativa interessante em relação a esta situação, entre em contato com nossa redação, através do email santarritense@santarritense.com.br.

PARA DOAR DINHEIRO

Fundo Emergencial para a Saúde

Nesta segunda-feira (23), será formalmente criado o Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil instituído por três entidades: Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), Movimento Bem Maior e BSocial para captar doações por meio da plataforma www.bsocial.com/fundosaude.

Inicialmente, foram selecionados como beneficiários do fundo a Fiocruz, o Hospital das Clínicas, a Santa Casa de São Paulo e a ONG Comunitas, que atua em causas públicas.

Os recursos captados serão revertidos na compra de equipamentos hospitalares e para UTIs, em testes para diagnóstico da Covid-19, materiais de proteção para médicos e enfermeiras e medicamentos.

“Estamos também soltando uma nota pública para convocar grandes investidores privados e filantropos a doarem recursos para apoiar o combate à pandemia, atuando em duas frentes, com organizações cadastradas e o fundo, um mecanismo para fazer o dinheiro chegar à ponta”, explica Paula Fabiani, do Idis.

As doações em dinheiro também podem ser feitas por meio da conta da administradora do fundo, a SITAWI Finanças do Bem (Itaú, ag. 0413, c/c 16266-0 - CNPJ/MF sob nº 09.607.915/0001-34).
O coronavírus no Brasil

Respiradores para o SUS

Nos últimos cinco dias, em mobilização própria, a ONG Comunitas levantou R$ 23 milhões para a compra de cerca 345 respiradores para hospitais públicos de São Paulo. A meta inicial foi batida nesta segunda-feira (23), com o objetivo de prover equipamentos para ventilação mecânica de pacientes internados em UTIs.

“Estamos fazendo mobilização de recursos financeiros após trabalhar em conjunto com o governo para garantir a estrutura de implementação dos equipamentos em hospitais do SUS e pesquisa sobre a disponibilidade de aparelhos no mercado”, afirma Regina Esteves, presidente da Comunitas.

A empreendedora social montou a operação com apoio técnico do hospital A.C Camargo que deu suporte para identificar as unidade de saúde com capacidade para receber e operar com novos respiradores, essenciais para tentar evitar o colapso no sistema de saúde no pico da pandemia no país.

A mobilização contou com a adesão de grandes empresários e cidadãos comuns que fizeram doações como pessoas físicas e aderiram à causa de fortalecer o SUS com aporte também de investimentos privados. “É importante trabalhar como política pública para não desperdiçar recursos e ser efetivo e eficiente”, diz Regina.

A Comunitas está modulando o mesmo arranjo para ser replicado no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Quem quiser ajudar, pode acessar a campanha via WhatsApp e redes sociais pelo link https://whats.link/300respiradores.

Financiamentos coletivos

A estratégia de captação de recursos via plataformas de crowdfunding é utilizada por ONGs, movimentos e entidades que atuam com populações vulneráveis.

Uma das primeiras iniciativas é capitaneada pelo Instituto Phi, Ekloos e Banco da Providência, que lançaram neste fim de semana o hot site https://www.riocontracorona.org.

A campanha Rio Contra Carona vai arrecadar dinheiro pela conta do Phi, que repassará os recursos para o Banco da Providência, responsável pelas compras de material de limpeza e cestas básicas para distribuição em comunidades e favelas cariocas.

À Ekools caberá a articulação com ONGs locais para fazer as doações chegarem aos beneficiários.

“O principal agora é fortalecer quem está na ponta para atender as famílias com alta vulnerabilidade social, que precisam de informação e o mínimo para se protegerem, com máscara, álcool em gel, material de limpeza, sabonete líquido”, afirma Luiza Serpa, fundadora do Phi.

A pandemia é uma ameaça maior em comunidades que lidam com a falta de água, essencial para higienização para evitar a proliferação do coronavírus. Luiza cita parte do Complexo do Alemão e Chatuba, em Mesquita, como localidades críticas. “Estão ali em situação precária cerca de 50 mil pessoas, que acabaram de sobreviver às enchentes do Rio de Janeiro.”

Os dados para contribuição são: Instituto Phi/ Banco Itaú/ Agência:0726/Conta corrente: 07246-5/

CNPJ:19.570.828/0002-94.

A Central Única das Favela lançou uma vaquinha virtual Ajude a Cufa a Ampliar seu Combate ao Coronavírus (http://vaka.me/953041).

Campanhas de financiamento coletivo também foram lançadas para apoiar ações em São Paulo e no Recife: Ajudar São Paulo Contra o Coronavírus (vaka.me/938430) e Ajude as ONGs do Recife (benfeitoria.com/ONGSREC).

O G10 das Favelas, grupo que reúne lideranças de comunidades como Paraisópolis e Rocinha, lançou campanhas virtuais de apoio às comunidades que integram o movimento. A G-10 – Apoie Paraisópolis a combater o coranavirus está hospedada em: https://www.esolidar.com/crowdfunding/detail/3-g10-apoie-paraisopolis-a-combater-o-corona-virus?lang=br.

A ideia é angariar recursos para construir um hospital de campanha na região e também para montar alojamentos especiais para abrigar idosos que precisam de isolamento. Para proteger o grupo mais vulnerável, a Associação de Moradores de Paraisópolis pretende alugar casas no bairro vizinho, o Morumbi, para servir de abrigo durante a pandemia.

PARA DOAR EMPATIA

Se você é jovem e está saudável:
  • Faça compras de supermercado ou na farmácia para vizinhos que não podem sair de casa;
  • Cozinhe para quem está doente ou isolado. Tome todos os cuidados na entrega e retirada da bandeja e de objetos;
  • Converse, por áudio ou vídeo, com quem se sente solitário;
  • Combata fake news direcionando as pessoas para sites com fontes confiáveis;
  • Ofereça aulas online de alguma habilidade sua: tocar um instrumento, fazer drinques, falar italiano, meditar etc.;
  • Continue pagando os funcionários que dependem de você (diarista, personal trainer e professor particular, por exemplo).