Pesquisa indica que mulheres brasileiras apresentam fatores de risco para doenças cardiovasculares


A pesquisa Saúde Cardiovascular da Mulher Brasileira foi feita com os seguintes propósitos: avaliar os hábitos cotidianos e os fatores de risco cardíacos em pacientes assistidas em unidades básicas de saúde e centros de referências. Realizado pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e pela Fundación MAPFRE, o trabalho teve as análises divididas em dois grupos de estudo.

Os resultados No contexto cardiovascular, os serviços de atendimento, como as unidades básicas de saúde, são mais utilizados por mulheres. O estudo indica que, embora o público feminino apresente comportamentos mais benéficos para a saúde, ainda existe elevada prevalência de fatores de risco clássicos entre elas.

Vale frisar que uma variável importante da pesquisa mostrou que a maioria das mulheres tem risco cardiovascular moderado e os homens, mais eleva- do. A avaliação se baseia em fatores como pressão sistólica, índice de massa corporal (IMC), presença de diabetes, sexo, idade e tabagismo.

As mulheres consomem com mais regularidade frutas, legumes e verduras, o que ajuda a reduzir em aproximadamente 30% o perigo de infarto em nossa população. Em contrapartida, no grupo estudado, a prática de atividade física é menor no universo feminino – para ter ideia, ficou abaixo de 28%. O índice é preocupante, pois exercícios regulares proporcionam duas vezes mais benefícios cardiovasculares preventivos às mulheres em relação aos homens.

O tabagismo, que aumenta em quase três vezes a possibilidade de ocorrer um infarto, tem prevalên- cia menor entre mulheres (15%) do que homens (18%). Porém, as pacientes têm maior dificuldade de parar de fumar, o que pode ser atribuído a fatores como o estresse.

Estresse: um perigo menosprezado É preocupante observar que, na pesquisa, as mulheres são as que mais relataram ter passado por um estresse importante no último ano. O problema, em suas formas mais graves, afeta mais a população feminina no ambiente domiciliar, no trabalho, na convivência social e no aspecto financeiro.

Isso precisa ser observado com atenção, pois estresse e depressão são fatores de risco que globalmente aumentam entre duas a cinco vezes a probabilidade de um infarto e de acidente vascular cerebral (AVC).

Sem falar que a população brasileira está entre as que mais sofrem as consequências desses quadros que abalam a saúde mental.

Fonte: Saúde Cardiovascular da Mulher Brasileira