Pensando Bem: O deus deste século


O ser humano é incuravelmente religioso. Das mais antigas civilizações até hoje, a adoração aos deuses é uma constante em cada cultura do planeta. Dos mais primitivos povos silvícolas daAmérica do Sul até as mais sofisticadas sociedades capitalistas, o ímpeto de adoração se faz presente.

Muitos filósofos dizem que os principais avanços da humanidade se deram a) na descoberta do fogo; b) na invenção da roda e c) do automóvel. Agora o principal avanço é à linguagem digital. Mas uma coisa que está se tornando típica de nossa sociedade pós moderna é o entretenimento: a indústria que mais cresce no mundo.

Cada Era tem seu próprio deus, um “substituto” do Criador que fascina e atrai multidões.Nos primórdios desta Era Cristã, Saulo, o apóstolo Paulo, identificou um deus secular que fazia oposição ao avanço do Evangelho de Cristo: “se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2a Co 4:3,4).

Conforme os anos vão se passando os deuses vão mudando, se refazendo, se reinventando, mas seu efeito nas massas permanece o mesmo, nos atraindo, distraindo, entorpecendo e anulando nosso discernimento da realidade que nos cerca.

As redes sociais (modalidade mais sofisticada de entretenimento) tem gerado um novo tipo de doença, promovendo dependência psicológica. Além disso muitas formas de entretenimento tem promovido o individualismo que é fatal para os relacionamentos e a saúde de um modo geral.

Ao que parece, o deus deste século é o entretenimento. Para alguns, um direito de todo trabalhador. Para os que entendem que a vida é passageira e precisamos dar sentido a ela, é um “passa tempo” que pode ser também, perda de tempo.

Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei: - Quantos anos tens? - Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca. E logo explicou: -Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais.

Ter um hobby, assistir um bom filme ou série, ler um bom livro, ir a shows, exposições, museus e parques ou até mesmo desfrutar de uma partida de vídeo game não é, em si, algo mau. No entanto, desenvolver uma dependência de um certo tipo de entretenimento, pode se constituir em um deus, um deus falso, cruel, que impedirá o conhecimento do Deus Único e Verdadeiro.

Pensando bem, examine seu coração. Pense no que acabou de ler. Refaça seus valores. Comunique-se. Consulte família e amigos. Outros termos para “dependente de um falso deus” são:fã, seguidor, fidelizado, aficionado, etc. Busque equilíbrio em tudo, e abandone o deus deste século. Conheça, ame e siga o Deus Verdadeiro.

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está debaixo do poder do Maligno. Sabemos também que o Filho de Deus já veio e nos deu entendimento para conhecermos o Deus verdadeiro. A nossa vida está unida com o Deus verdadeiro, unida com o seu Filho, Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro, e esta é a vida eterna. Meus filhinhos, cuidado com os falsos deuses!” (1a João 5:19 à 21 – Bíblia NTLH)

sergiomarcosmevec@gmail.com