Festa em comemoração ao aniversário da Estrela é atração deste sábado


Depois de um mês inteiro de atividades, a programação do Departamento de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal, em comemoração ao aniversário de Santa Rita do Passa Quatro, termina neste sábado (1o/6), com evento em Santa Cruz da Estrela. A partir das 13 horas, o distrito recebe atividades culturais, esportivas e de recreação, totalmente gratuitas.

O evento também comemora os 125 anos de fundação de Santa Cruz da Estrela. Completando a programação acontece a 3° Caminhada à Caverna do Dioguinho, promovida pelo setor de Turismo até um dos esconderijos do famoso criminoso que atuou na região no final do século 19 (confira no texto a seguir). Com percurso de cerca de 5 quilômetros, a caminhada está programada para começar às 14 horas e também é aberta ao público.

PROGRAMAÇÃO EXTENSA Desde o dia 1o de maio, Santa Rita vem recebendo uma série de eventos em comemoração ao aniversário de 159 anos de fundação do município. Foram realizados torneio de pesca, encontros de ferromodelismo e clássicos, “Sabadão Animadão na Praça”, Circo na Praça, a 15a Exposição Nacional de Orquídeas, shows dos grupos Nativus, Degaradê, Kuba Libre e o cantor Léo Moraes,4o Desafio do Lobisomem, desfile cívico, exibição da Esquadrilha daFumaça e jogo beneficente com o time Master do Corinthians, atividades todas com grande presença e participação do público.

HISTÓRIA DO DISTRITO Localizada a 18 quilômetros da cidade, Santa Cruz da Estrela foi fundada por José Gomes de Oliveira, Manoel Fernandes Rezende e Eugênio Anacleto Rodrigues Dias, no ano de 1894, que marca a doação do terreno para o patrimônio público. Segundo a biblioteca IBGE, a passagem para distrito aconteceu pela Lei Estadual no 493, de 28 de abril de 1897, anexado ao município santa-ritense. Após mudar o nome para apenas Estrela, em 1938, e depois para Jacirendi, em 1944, o distrito voltou a se chamar Santa Cruz da Estrela, em agosto de 1972, nominação que permanece até os dias atuais.

DIOGUINHO Diogo da Rocha Figueira, mais conhecido como Dioguinho (Nascido em Botucatu, 9 de outubro de 1863 — Morto as margens do Rio Mogi Guaçu, 1 de maio de1897) foi um criminoso brasileiro atuante no interior de São Paulo no final do século XIX. A ele foram atribuídos mais de 50 assassinatos praticados entre 1894 e 1897.

Vivia escondido em cavernas no extremo oeste do estado, foi perseguido por uma força-tarefa do governo, sendo dado como morto em 1897 após um tiroteio com as autoridades, nas margens do Rio Mogi Guaçu, em um local conhecido como “Escaramuça” em Santa Rita do Passa Quatro - SP. O cadáver, no entanto, jamais foi recuperado.

Seus feitos foram exaustivamente explorados pela imprensa da época, sendo posteriormente tema de diversos livros, como Dioguinho, publicado em 1901 por João Rodrigues Guião, Dioguinho, narrativas de um cúmplice de dialecto, publicado em 1903 por Antonio de Godoi Moreira e Costa, o filme Dioguinho de 1917, e Dioguinho, o matador dos punhos de renda, do jornalista João Garcia, publicado em 2002.