100% de esgoto tratado! DAEE e Prefeitura inauguram ETE Capituva


Santa Rita do Passa Quatro recebeu mais um grande presente na véspera do seu aniversário de 159 anos. Na última terça-feira (21/5), o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal inauguraram a Estação de Tratamento de Esgotos da Bacia do Capituva. As obras foram executadas pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), autarquia da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Saneamento, através do programa Água Limpa e representaram um investimento de R$ 4,9 milhões.

O evento contou com a presença do prefeito Leandro Luciano dos Santos, a vice-prefeita Maria Rita Mondim de Oliveira, dos vereadores Paulo Linares, Juliana Garcia Lorencetti, Kléber Borotto, Lucas Comin e Luiz Carlos Bariotto, Diretor de Engenharia e Obras do DAEE José Carlos Karabolad, Diretor da Bacia do Pardo-Grande, José Carlos Alencastre, Coordenador do Programa Água Limpa, Lupércio Ziroldo Antônio, do presidente da GS Inima Brasil Paulo Roberto de Oliveira, diretor técnico Carlos Roberto Ferreira, e gerente de operações da Comasa, Felix Antonio de Moura. Também abrilhantaram o evento o diretor de Atendimento Habitacional, Marcelo Hercolin, e do diretor Técnico da CDHU, Aguinaldo Quintana, além do prefeito da cidade de Holambra, Fernando Fiori de Godoy.

Em seu discurso, emocionado, o prefeito falou do legado que irá deixar. “Entregamos à população a grandiosa estação de tratamento que, somando a outra já existente, irá tratar 100% do nosso esgoto, trazendo saúde à nossa população e recuperando a natureza”, disse o prefeito. “A partir de hoje, nenhum esgoto de Santa Rita será jogado nos rios sem tratamento”, completou. “Quero agradecer a CDHU, DAEE, Comasa e todos que direta e indiretamente colaboraram com estas conquistas”, concluiu.

Para o diretor de Atendimento Habitacional, Marcelo Hercolin, as duas obras entregues no mesmo dia “valem para um mandato inteiro de um prefeito”, segundo suas próprias palavras.

Após os pronunciamentos e o descerramento da placa de inauguração, as autoridades foram convidados para acionar a chave que liga os are-adores, dando início oficialmente às operaçõesda nova ETE.

A ESTAÇÃO
 Localizada na rodovia Ângelo Roberto, a ETE do Capituva tem capacidade para tratar 45% dos esgotos domésticos, beneficiando a uma população de 29 mil habitantes (população projetada para 2030) com a retirada de aproximadamente 52 toneladas por mês de esgoto doméstico lançado in natura no córrego Capituva, revitalizando as bacias do rios Mogi Guaçu e do Pardo Gran- de. Os outros 55% já são tratados pela ETE do Marinho, já em funcionamento há alguns anos.

A ETE é composta por duas lagoas de estabilização (aerada e de decantação). A obra inclui uma estação elevatória, 1,5 mil metros de coletor tronco, 400 metros de linha de recalque e 300 metros de emissário de efluente tratado.Para levar os esgotos à nova ETE, a Comasa construiu um coletor em PVC de 1,3 mil metros de extensão, com diâmetro de 200 mm, que vai ligar o novo loteamento do CDHU ao interceptor do sistema de esgotamento sanitário da bacia do córrego Capituva.

40 ANOS A FRENTE A inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da bacia do Capituva coloca Santa Rita 40 anos a frente que o Brasil no quesito saneamento. Com 100% do seu esgoto tratado. Recentemente a grande imprensa, como o jornal O Estado de São Paulo e o portal UOL, destacou que país carece de investimentos e em sua cobertura total não deve acontecer antes de 2060.

Hoje, praticamente metade da população do Brasil, o equivalente a 100 milhões de pessoas, não tem acesso à coleta de esgoto. Pelo menos 35 milhões de brasileiros vivem sem abasteci- mento de água encanada nas periferias do país. A cada 100 litros de esgoto lançados diariamente no meio ambiente, 48 litros não são coletados. Cerca de 1,5 bilhão de metros cúbicos de esgoto coletado no pais não é tratado.

Ainda de acordo com a reportagem, o futuro está na concessão do serviço, como ocorre aqui no município, como o que foi chamado de “efeitos colaterais benéficos”, pois a estimativa é a de que, para cada R$ 1 investido em saneamento, gera-se retorno de R$ 2,50 ao setor produtivo e economiza-se R$ 5 em saúde.