Eric Comin é mais um santarritense que brilha com o livro Vida Marinha


Vamos falar um pouco de um santarritense que vem brilhando, Eric Comin, mais conhecido como Eric Mergulho. Em seu cartão de visitas constam algumas das muitas habilidades, como: pesquisador, biólogo marinho, instrutor de mergulho, mas ele prefere simplesmente ser conhecido como Eric Mergulho. E assim ele vai levando o nome da nossa cidade.

Ele é filho da Sra. Aparecida Elizabeth Clemente e do Sr. José Alberto Comin. Mesmo tendo tantascaracterísticas, vamos falar do escritor Eric, pois lançou em fevereiro do ano passado, em conjunto com Alexandre Huber o livro Vida Marinha, 1o guia ilustrado para crianças, com 50 espécies de peixes.

Isso nos motivou a perguntar porque esse cinegrafista subaquático, instrutor de piloto da ROV pela Academia Russa de Ciências, escreveu um guia para as crianças?

A resposta foi bem forte: “Porque a minha geração falhou, nós éramos a geração que ia salvar o planeta e nós enchemos ainda mais os Oceanos de plásticos. Nós falhamos! Mas ainda dá tempo!”

Livro infantil Vida Marinha O livro já está na segunda edição, e o pai do Theo, marido da Bruna, outra maneira carinhosa dele se descrever, ainda faz palestras sempre com esse tema rico que é sua paixão: o mar.

Quem quiser adquirir o livro de Alexandre Huber e Eric Comin pode solicitar pelo tel (13) 99643- 8629, ou enviar mensagem para o Facebook Eric Mergulho ou no Instagram Família Mergulho.

Eric tem ganhado destaque nos veículos de comunicação. Em uma reportagem no G1 da Globo o nosso professor santarritense foi entrevistado para poder identificar e falar de um peixe raríssimo que viaja 11 mil km e é achado em santuário na costa de SP. É o Peixe Bandeira. E Eric demostrou todo seu conhecimento.

Um Peixe-Bandeira (Heniochus acuminatus), nativo do Oceano Índico, foi regis-trado na Laje de Santos, um parque marinho localizado a mais de 40 quilômetros daspraias da Baixada Santista. A suspeita é que ele tenha sido transportado por mais de 11mil quilômetros, até o Atlântico, por meio da água armazenada nos navios cargueiros.

O registro foi feito durante o fim de semana pelo biólogo e mergulhador Eric Comin, que estuda a fauna existente no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Considerado um santuário por ser um berçário para centenas de espécies de animais, o local tem a pesca proibida e é protegido por leis ambientais.

“É um registro raro, justamente por ser uma espécie exótica, quenão é nativa deste oceano. O Bandeira integra a família dos peixes limpadores, que têm por característica estabelecer uma relação de contato com outros animais, para remover tecidos mortos ou para- sitas. Neste caso, ele estava com uma tartaruga”, explica, destaca a reportagem.

Trata-se do segundo registro da espécie na Laje de Santos.O primeiro ocorreu em 2013 e também foi feito por Comin, cuja aparição resultou em uma publicação científica naquela ocasião. Em 2018, outros pesquisadores relataram a ocorrência desse mesmo animal na costa do Paraná e do Rio de Janeiro.