Antenado, por Schurbert Persine - Pobreza de Ideias


Quarta-feira, dia bonito de céu azul sol radiante assim desembarquei na terrinha.

A visão bonita da Igreja Matriz e do seu quadrilátero e seus bonitos casarões é a moldura maravilhosa dessa nossa bucólica cidade.

Desço a Severino Meirelles como nos velhos tempos que ia em direção ao “Nelson Fernandes” com aquele uniforme caqui, em frente à Farmácia Central paro e fico olhando a passarela principal e suas confluências com os seus paralelepípedos carregados de histórias.

Foi nessa parada que comecei imaginar a nossa cidade sem esse tipo de calçamento e no seu lugar a tristeza da pavimentação asfáltica.

O impacto dessa mudança seria o fim de uma tradição que aos poucos vamos perdendo com a descaracterização como a dos casarões que representavam uma época e de famílias tradicionais.

Nessa parada e na viagem ao triste futuro sem os paralelepípedos encontro no meio daquelas pedras pretas desgastadas pelo tempo uma que trás a marca histórica de 1947. Está lá cravada, imagino eu que a data seria de uma época em que a prefeitura deve ter feito algum reparo naquele pedaço de rua.

Se não enganado estiver, a pavimentação das nossas principais ruas começou antes disso.

Debater o fim, quando o correto é como preservar uma tradição seria a posição sensata e correta e não fazer palanque político indo contra o patrimônio histórico.

Quem nasceu, viveu e vive nesse pedaço de chão caipira do nosso interior, tem a dimensão da beleza das suas ruas e nelas estão contidas um pouco de cada um de nós santarritenses.

As eleições municipais não estão tão longe, mas perto demais para quem já sonha chegar ao velho Casarão da Victor Meirelles, apresentando um discurso de destruição.

Se esse é o começo nos resta dizer... Pobre Cidade.