Dani Ruano - Especial Outubro Rosa


Na última edição do nosso especial, vamos falar de tratamento e trazemos o depoimento de quem venceu a batalha.

Segundo o Oncoguia a maioria das mulheres com câncer de mama fará algum tipo de cirurgia para retirar o tumor. Dependendo do tipo de câncer de mama e do estadiamento da doença, também precisará de outras formas de tratamento. Os esquemas de tratamento típicos estão baseados no tipo de câncer de mama, no estágio e em situações especiais.

Nos tratamentos locais, a terapia visa tratar um tumor localmente, sem afetar o resto do corpo, como a cirurgia e a radioterapia. Tratamentos sistêmicos, feitos por meio de medicamentos administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea, para atingir as células cancerígenas em qualquer parte do corpo, dependendo do tipo de câncer de mama pode ser usada a quimioterapia, terapia hormonal ou terapia alvo.

O tratamento para o câncer de mama pode ser feito pelo SUS de forma gratuita nas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, conhecidas por Unacon e nos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, também conhecidos por Cacon. Para se iniciar tratamento para o câncer é importante contactar o INCA e seguir todas as indicações recomendadas para fazer o tratamento o mais próximo de casa.

Caso de Superação Uma entrevista com Paula Ruano, vencedora do câncer de mama.

Evidência - Como descobriu a doença? Qual sua idade quando isso aconteceu?

Paula Ruano - Através de uma mamografia do exame de rotina. Eutinha 67 anos.

Evidência - O que sentiu quando veio a confirmação de que era maligno?

Paula Ruano - Foi difícil de acreditar, eu pensei que o exame pode- ria estar errado. Eu não sentia nada, apalpando a mama eu não sentia nenhum caroço. Encontrei uma conhecida que também tinha a doença, e ela aparentava estar bem. Mas o marido dela me disse que ela tinha passado muito mal durante a quimioterapia, o que me deixou com medo.

Evidência - Você fazia os exames preventivos?

Paula Ruano - Eu sempre fiz, como nunca deu nada eu acabei deixando de fazer por 5 anos.

Evidência - Como foi o tratamento?

Paula Ruano - Cada caso é um caso, e o meu, foi tranquilo. A primeira coisa do tratamento foi a cirurgia para remoção do nódulo e dos linfonodos das axilas onde ocorreu a metástase, não houve necessidade de remoção da mama. Fiz quimioterapia e depois radioterapia. Eu não tive reaçõesfortes como haviam me dito, como enjoos, e sim, fiquei com mais sono e fome. O tratamento todo durou quase um ano. Hoje não posso machucar o braço direito e nem carregar peso.

Evidência - Houve queda de cabelo? Como foi?

Paula Ruano - Foi muito estranho quando o cabelo começou a cair. Muito esquisito, nunca me imaginei careca. Mas pensei que não era pra sempre, é passageiro. O mais importante é sobreviver.

Evidência - Você está curada?

Paula Ruano - Sim, graças a Deus. Faz um ano que terminei o tratamento, nesse primeiro ano cada 6 meses tenho que fazer novos exames, depois uma vez ao ano. Também terei que tomar remédio por 10 anos para evitar a reincidência.

Evidência - Qual a importância do apoio familiar?

Paula Ruano - Foi enorme. O apoio familiar faz você se sentir bem, bonita e forte. Junto com isso, a fé, eu me segurei na fé. Acreditando que era mais uma batalha a ser vencida na vida. E venci! Isso muda a gente, faz a gente dar mais valor a tudo, a ver a natureza melhor, a ver o quanto é importante a vida. Que as mulheres não se descuidem pois o preço do descuido pode ser a própria vida.

Fonte: Oncoguia, INCA.