Dani Ruano: Beleza sem crueldade


Cada vez mais, marcas de moda e beleza estão se preocupando em agredir menos o meio-ambiente. Por demanda de consumidores, que estão mais conscientes e exigentes com o que compram e a preocupação com as maneiras de produção e os ingredientes está em evidência.

Ao nos importamos com nossa saúde, com o meio ambiente e com o bem-estar animal buscar produtos conscientes é uma transição natural. Para começar, é preciso entender a diferença entre os vários selos e rótulos que as marcas utilizam. Termos como Cruelty free, vegano, natural e orgânico são alguns dos destaques de embalagens de cosméticos e indicam que há algo de diferente naqueles produtos de beleza.

O cosmético natural é aquele que não contém parabenos, fragrâncias, essências, corantes e silicones artificiais e derivados do petróleo, mas eles podem conter um percentual de ingredientes sintéticos na sua composição. Algumas das marcas naturais: Korres, Almanati, Sal da Terra e Lá do Mato saboaria.

Já o orgânico, além de ser natural, é livre de agrotóxicos, adubo sintético e transgênicos, e prioriza em suas fórmulas elementos biodegradáveis. Nesse caso ter um selo certificandoo produto, como Orgânico Brasil e IBD no Brasil, Ecocert por aqui e mundo afora, na Europa a Soil Association, e nos Eua, a USDA, traz credibilidade. Marcas que produzem: Bioart, Origens do Banho e Ikove.

O cosmético vegano é aquele que não utiliza nenhum ingrediente de origem animal ou seus de- rivados, como mel, cera de abelha, colágeno, gelatina e outros. Das marcas encontradas estão: Surya Brasil, Arte dos Aromas e Baims.

No caso do Cruelty Free, que significa “livre de crueldade”, significa que tanto o produto final quanto toda a cadeia de produção são isentos de maus-tratos ou testes em bichos. Existe um movimento por trás disso e atualmente, a ONG internacional Cruelty Free,regula e certifica os laboratórios e companhias que não utilizam cobaias, as identificando com um selo com o desenho de um coelho. Atenção:Os cosméticos que levam o símbolo de aprovação da ONG podem conter produtos de origem animal, como cera de abelha e derivados do leite, ou seja veganos sempre são Cruelty Free, mas nem sempre Cruelty Free é vegano. Algumas marcas nacionais: Vult, Eudora, Quem Disse Berenice, Herbia, Adcos, entre outras.

No exterior, marcas têm dificuldades em se tornar livres de crueldade, por causa das leis chinesas. A China é o maior mercado de beleza do mundo e exige que os produtos que entram no país sejam testados em animais. Por isso, muitas empresas multinacionais ainda testam em animais. Já na Europa os testes foram proibidos desde 2004. Já aqui no Brasil, a lei que regula a produção de cosméticos só permite o uso de cobaias em casos específicos, como para avaliarirritação e corrosão da pele, irritação ocular e toxicidade aguda. 

Não sei se vocês lembram o caso do Instituto Royal, quando ativistas, entre eles a apresentadora Luisa Mell, invadiram o local para resgatar os animais utilizados em testes, depois desse episódio, desde janeiro de 2014, no Estado de São Paulo, empresas são proibidas de realizar testes em animais. E o responsável pela regulação desses produtos, e dos demais é o Ministério da Saúde.

Muitos dos produtos aparecem em todos as listas, sendo natural, orgânico, vegano e cruelty free, vale a pena conferir os selos nas embalagens e lembrar quanto mais, mais cuidado com você, com os animais e com o planeta.

Fonte: Estadão, PEA, PETA, Modefica, Follow the Colours, MarieClare. Também foram feitas pesquisas de imagens sobre o testes em animais, mas por serem imagens muito fortes decidimos não publicas. Para saber mais é só pesquisar sobre testes de cosméticos em animais.