Setembro Verde: mês de incentivo à doação de órgãos



A dor pela morte de um parente querido pode transformar-se em alegria para outras famílias, desde que os órgãos sejam doados. Um indivíduo saudável, que teve morte cerebral decretada, pode ajudar até 14 outras vidas com a doação das córneas, rins, coração, pulmões, pâncreas, entre outros órgãos. 

No Brasil, o número de doadores vem crescendo. No primeiro semestre deste ano aumentou quase 12%. Passamos de mais de 14 doadores para cada 1 milhão de pessoas para mais de 16 por milhão de habitantes. Na Espanha, que é referência na doação de órgãos, são quase 40 doadores para cada milhão de indivíduos. Os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Para lembrar sobre a importância de avisar a família sobre o desejo de doar órgãos, todo 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Durante todo o mês ocorre o Setembro Verde para reforçar a importância da doação. Existe o mito que o processo de doação pode ocorrer com chances da pessoa ainda estar vida. O vice-presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, Paulo Pegô, esclarece que a doação só pode acontecer após um rigoroso processo de confirmação da morte cerebral. “Você tem que ter o diagnóstico de morte cerebral feito por um médico que não faça parte de uma equipe de transplantes. 

Esse diagnóstico tem que ser confirmado por outro médico, seis horas depois é confirmado esse diagnóstico. Além disso tem que ser confirmado por exames como o eletroencefalograma ou doppler de carótidas mostrando que o cérebro não tem mais funcionamento.” De janeiro a junho deste ano foram realizados, no Brasil, 4.208 transplantes de órgãos. A maioria de doadores falecidos, portanto, avise sua família da intenção de doar os seus, no caso de morte cerebral. Este simples ato pode salvar várias vidas.