Como reconhecer um "chupa-cabra" em um caixa eletrônico? A gente te ajuda.


Como noticiamos recentemente, a PM de Descalvado prendeu dois bandidos que haviam instalado o famoso "chupa-cabra", dispositivo feito para ler cartões de maneira criminosa, travando o cartão para que um telefonema falso faça com que a vítima ofereça seus dados aos bandidos, ou para que seu cartão seja clonado. Para aumentar a sua segurança, e para que você evite passar por algum problema desta natureza, preparamos este guia para ajudá-lo a reconhecer um chupa-cabra.

Foi-se o tempo em que os ladrões só atacavam com de pés de cabra e picaretas os terminais de auto-atendimento instalados nas agências bancárias ou quiosques. Os maginais evoluiram tecnologicamente e atualmente praticam seus golpes se transportando por avião e alugando carros nos destinos. Aconteceu aqui em Bento Gonçalves-Brasil o seguintes: três estelionatários vindos de São Paulo foram a Porto Alegre, lá alugaram um carro e vieram para cá, onde se hospedaram num hotel. Numa hora noturna de pouco movimento, entraram na agência Bancária e através do seu laptop desativaram todos os terminais, exceto um, aquele em que eles instalaram o dispositivo conhecido como chupa-cabra.

O que é um chupa-cabra? É um aparelho leitor de cartões feito artesanalmente, dotado memória interna, capaz de armazenar os dados da conta corrente de todos os cartões que são passados nele. Normalmente são adaptados às entradas tradicionais de cartões nos caixas eletrônicos, para que possam clonar os dados do cartão quando um cliente usa a máquina. Eventualmente são colocados dentro do terminal e ligados na entrada do leitor verdadeiro por fios.

Formas de prevenção:
Alguns usuários conseguiram descobrir a tempo estes. A experiência deles é imprescindível como alerta a todos que utilizam os terminais de auto-atendimento:

Depoimento 1:
Um chupa-cabra foi percebido por uma estudante quando ela tentou sacar dinheiro com cartão numa agência do Banco do Brasil, notou algo diferente na operação, pois o terminal dispensou a digitação da senha de letras. De imediato, ela retirou o cartão com força. Junto com o cartão, vieram a leitora falsificada, a moldura e o teclado do terminal eletrônico, que se despregaram.

Depoimento 2:Um chupa-cabra foi encontrado no setor de auto-atendimento da Caixa Econômica, que pode ter lesado várias pessoas. A descoberta foi feita por um funcionário do banco que foi fazer saque no local e estranhou o fato da leitora do cartão ter balançado.

Ao constatar a existência do “chupa-cabra”, instalado em cima do equipamento original, o bancário acionou a Policia Militar e apresentou o aparelho na delegacia. O artefato de material sintético, com circuito eletrônico é similar ao original.

Depoimento 3:
A máquina que tem o chupa-cabra fica com um leitor de cartão maior e, por vezes, torto. Pode haver fios soltos e a máquina pode estar com a tampa aberta, ou melhor, destrancada (levanta se você puxar).

O complemento do chupa-cabra é uma câmera que filma sua senha. Desconfie de uma câmera por perto que consiga filmar você digitando (ela deve filmar o seu rosto e não as suas mãos).
Eu sempre me inclino e escondo minhas mãos enquanto digito a senha. Pode parecer preciosismo, mas segurança é muito importante para ser desconsiderada.

Depoimento 4:Quando há um chupa-cabra instalado dá pra notar a diferença com certeza. Quando você passa o cartão na máquina ele fica muito frouxo ou então muito mais apertado do que o normal. Já aconteceu comigo duas vezes e eu fui reclamar com o gerente, que quando abriu, estava lá um chupa-cabra pronto para roubar meus dados bancários.

Dicas para a sua segurança:
- Verifique se o dispositivo onde o cartão é inserido está fixo.
- Verifique se há algum acessório ou ressalto no dispositivo de entrado do cartão.
- Certifique-se que a máquina não tenha fios aparecendo ou a tampa aberta.
- Desconfie quando só um terminal está funcionando e todos os outros estão inoperantes, provavelmente o que funciona tem o chupa-cabra.
- Desconfie quando há uma câmera dirigida para as suas mãos. As câmeras de vigilância dos bancos normalmente estão voltadas para o rosto.
- Desconfie quando uma das etapas de verificação não é solicitada, como por exemplo, a parte alfabética da senha.