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Delegado Responde



JORNAL O SANTARRITENSE - Dr. Domingos, no último dia 24 de janeiro nossa cidade recebeu com tristeza a notícia de que um funcionário Público Municipal, o qual trabalha como motorista de ônibus, foi agredido covardemente com uma barra de ferro. O que o Sr. tem a nos dizer sobre essa ocorrência?
DELEGADO DR. DOMINGOS ANTONIO DE MATTOS - Os fatos relatados foram registrados no RDO da Polícia Civil sob o número 120/2017 e narra que no dia 24 de janeiro, por volta de 19h12m, na Rua Benjamin Zerbato, próximo a Paróquia São José Operário, no Jardim Alvorada, a vítima, Funcionário Público Municipal, estava trabalhando e devia transportar as crianças que ali se encontravam quando teria se envolvido em uma discussão com o padrasto de uma das crianças. Encerrada a discussão a vítima estava de costas quando foi violentamente atingida em sua cabeça por um golpe desferido pelo elemento que discutira anteriormente, o qual, para tanto, se utilizou de uma barra de ferro. Após a agressão o indigitado autor fugiu e a Vítima foi encaminhada para a Santa Casa local e posteriormente para a Santa Casa de Ribeirão Preto em virtude da gravidade dos ferimentos, tendo sido submedida a cirurgia craniana sem previsão de alta hospitalar. A Polícia Civil instaurou inquérito policial para apuração dos fatos e circunstâncias tendo o autor sido devidamente qualificado e testemunhas ouvidas confirmando a autoria do delito. Segundo consta do inquérito policial o enteado do indigitado autor estaria sendo alvo de brincadeiras por parte de outras crianças, o que motivou a discussão com a vítima que trabalhava no local e a respectiva agressão. O autor se evadiu do município e seu advogado, após conversas com essa Autoridade Policial, o apresentou na Delegacia na tarde da última quinta-feira. Durante sua oitiva o Autor disse que seu enteado, criança de 11 anos de idade, frequentava o Projeto Pequeno Príncipe da Paróquia São José Operário onde a vítima atuava também como monitor. Seu enteado vinha reclamando que a vítima o chamava de “pretinho viado” e em razão disso as demais crianças também passaram a lhe tratar dessa maneira. O Autor disse ainda que, aproveitando que no dia acontecia o evento Férias em Movimento, foi falar com a vítima sobre sua conduta e a mesma respondeu se tratar de uma brincadeira, não aceitando ser repreendida e iniciando uma discussão. Em determinado momento, na calçada defronte o portão da Paróquia, a vítima teria chamado o Autor para briga, ocasião em que pegou um cano de ferro que estava em seu carro e lhe desferiu um golpe. Afirmou o Autor que estava de frente com a vítima e pretendia acertar seu ombro mais acabou atingindo sua cabeça. Depois, com medo de represálias, fugiu para a cidade de Tambaú onde permaneceu até a data de sua apresentação. Negou que tivesse ido até o local com a intenção de agredir a vítima, sendo que o cano utilizado na agressão era utilizado para auxiliar quando necessário soltar os parafusos da roda do carro. Não soube informar o destino da arma do crime, vez que a deixou no local dos fatos.

J.O.S. – O Dr. tem informação sobre o estado de saúde da vítima?
DR. DOMINGOS - As últimas notícias obtidas essa semana, através do pai da vítima, é que a mesma ainda está internada, deso- rientada e os médicos aguardam diminuição do volume do cérebro para uma melhor avaliação de seu quadro clínico.

J.O.S. - Dr. Domingos, qual crime deverá ser imputado ao autor?
DR. DOMINGOS - A principio o inquérito policial foi instaurado para apurar o crime de lesão corporal, vez que naquele momento não se tinha notícias quanto a sua gravidade ou se a vítima teria corrido perigo de vida. No inquérito estamos reunindo informações sobre as circunstâncias do delito e gravidade das lesões para, formada uma convicção, decidir sobre o indiciamento do autor pelo crime de lesão corporal, lesão corporal grave ou tentativa de homicídio. A decisão final sobre o delito em que será enquadrado o autor somente após uma análise minuciosa de todas as provas carreadas para o bojo dos autos.

J.O.S. - O Sr. irá pedir a prisão do autor?
DR. DOMINGOS - Esta hipótese não está descartada e deverá ser analisada quando da formalização do indiciamento do autor, ocasião em que já saberemos em que circunstância ocorreu o delito.