Testamos o Quantum Fly, o primeiro smartphone deca-core do Brasil


Um bom smartphone pode ser medido por seu balanceamento. Um sistema que consiga interagir bem com um hardware competente e que oferece soluções criativas para um bom uso é o que fazem a diferença na hora da escolha do consumidor.

Na análise da vez, o ‘convidado’ é o Quantum Fly, aparelho feito no Brasil e que é construído com a ajuda da comunidade, que é bem ativa e participativa. A proposta da Quantum é a de oferecer um smartphone 100% nacional, analisando e inserindo as boas ideias dos usuários e da equipe técnica.

Mas o Quantum Fly é um bom aparelho? E como é jogar nele? Para estas e outras perguntas, fica o convite para conferir a nossa análise, com nossas impressões ao testar o produto. Vale lembrar uma coisa importante quanto ao posicionamento do Fly: ele conta com especificações high-end, mas suas especificações e conjunto geral o encaixam como intermediário. Por isso, vamos analisá-lo na ótica de um intermediário, para sermos justos.

Ao tirar o aparelho da caixa, que conta com um bom acabamento e coloca itens como fone de ouvido e carregador em um espaço bem inteligente e protegido, há uma agradável surpresa, ao se conferir um aparelho bem elegante e clean. Ao invés de ostentar sua própria marca e encher o aparelho de especificações, o que vemos é um “bloco” limpo e elegante, com a logo e o nome do aparelho quase como um relevo, com bom acabamento e apresentação elegante. Também é digno de nota dizer que o aparelho é leve, apesar de seu tamanho.

Prático e direto, o aparelho segue a tendência atual, contando apenas com a saída para os fones de ouvido, entrada para carregador e a bandeja interna para o cartão SIM e o SD. Também faz parte do corpo do aparelho um leitor de digitais, que fica na parte traseira. O sensor funciona bem e, apesar de ser um desafio para as capinhas, já que o sensor fica bem no meio da parte traseira, está em um local de fácil acesso.

Sua tela cumpre o prometido de oferecer boa resolução, mesmo sem contar com recursos de celulares mais modernos, como o AMOLED, por exemplo. Já seu som cumpre apenas o papel de emitir sons, já que não é aquelas coisas, servindo para o viva-voz e áudios no WhatsApp. Já sua câmera não decepciona, porém não é a melhor em seu segmento. Seus 16MP garantem imagens boas para o dia a dia, porém é só isso. Não espere imagens de primeiro nível por aqui, mesmo elas não sendo ruins.

Mas o bom do Quantum Fly está em seu uso. Com processador deca-core (ou seja, de dez núcleos: a média dos aparelhos no mercado hoje está nos quatro núcleos, para efeito de comparação), 3GB de RAM e 32GB de memória interna (podendo expandir e até mesclar ela com um cartão SD), o desempenho do aparelho é muito bom, não oferecendo travamentos em nenhum momento e se saindo muito bem no custo benefício, quando o assunto é apenas o uso do aparelho. Seja para o dia a dia ou para jogar, o aparelho se sai muito bem. A bateria também cumpre seu papel, embora seu processador não ajude muito a gerenciar direito a energia, e o Android 6, sem muitas adições da fabricante, se mostra muito consistente e firme.

O Quantum Fly é vendido apenas no site oficial da marca, pelo valor de R$1.449 (em até 10x), ou R$1.299 (á vista).