Pensando bem... Lembra dele?



Esta semana o “nobre deputado” esteve diante de uma apresentadora de TV que al netou a seguinte pergunta:

“ – Deputado, o Sr. disse que votando em sua pessoa, pior que estava não caria, mas cou...”

“ – Sim”, respondeu Tiririca, e com um sorriso irônico disse:

“ – Mas vai melhorar”.

Um fenômeno eleitoral.
Francisco Everardo Oliveira Silva nascido em Itapipoca – CE, em 1 de maio de 1965, conhecido pelo nome artístico de Tiririca, é humorista e político brasileiro. Filiado ao Partido da República, foi eleito deputado federal por São Paulo no dia 3 de outubro de 2010, tendo sido o terceiro deputado mais votado em toda a história do Brasil com 1.348.295 (6,35%) votos, atrás apenas de Enéas Carneiro e Celso Russomano. Especialistas a rmaram que tal fenômeno pode ser explicado por voto de protesto. Pode ser, mas protesto inteligente não leva um palhaço à Brasília.

O povo tem o governo que merece.
Essa frase é polêmica. Nem todos admitem-na como verdade. Mas a eleição de Tiririca, com a margem estrondosa de votos, é um testemunho eloquente de que queremos palhaçada na política. Colhemos o que plantamos. Aliás, como os políticos espertalhões “leram” a candidatura de Tiririca? “O povo não tá nem aí com quem ocupa cadeira na câmara dos deputados, então vamos transformar isso aqui num circo”. Alguém duvida disso? A ousadia em roubar descaradamente é fruto de uma leitura correta das urnas: povo que vota em palhaço não tá preocupado com quem vai administrar o dinheiro dos impostos, o dinheiro da nação.

Consciência política.
O que falta na maioria da população brasileira (e isso em todas as camadas sociais) é consciência política. Nos últimos anos, com a exposição que as movimentações políticas tiveram (e estão tendo) na mídia, estamos mais informados, mas informação, em si, não é su ciente. É preciso formação política e isso tem que começar no Ensino Fundamental. Volto a insistir: enquanto não houver Educação Moral e Cívica nas escolas, jamais teremos gente séria nas Prefeituras, nos Governos e na Presidência da República. Voto consciente é voto responsável, pensado, estudado e realizado na expectativa de que o candidato eleito represente os interesses da população, trabalhe por leis justas.

O poder corrompe. Será?
Muitos dizem que não adianta votar bem. O candidato é eleito e chega ao poder como um “São Francisco de Assis” e antes de entrar no segundo mandato, já se transformou num “Justo Veríssimo” personagem interpretado por Chico Anysio cujo jargão era: “ - Tô aqui pra me arrumá”. Sobre o assunto, Ulysses Guimarães disse: “O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da natureza, do próprio homem, do poder. Se o poder fosse corruptor, seria maldito e proscrito, o que acarretaria a anarquia.”

Pensando bem, concordo com ele. Aliás, o Homem(*) que a rmou ter todo o poder no céu e na terra, jamais se corrompeu, provando que o poder não corrompe. Moisés, estadista hebreu, havendo obtido estrondosa vitória contra o Egito, não foi corrompido pelo poder. Nem José, vice-governador do Egito. Nem mesmo Daniel, o profeta, reconhecido como detentor de uma capacidade excelente pelo governo babilônico, não se deixou levar pela sedução palaciana. O temor (respeito reverente) à Deus é determinante para que um político mantenha-se humilde, sabendo que haverá de prestar contas de sua administração. Com isso não estou advogando que se vote em religiosos. Muito pelo contrário. Pensando bem, a religião pode ser uma capa, uma forma de obter braço eleitoral gratuito. É preciso votar em gente de caráter, honestidade comprovada, devoção à carreira, capacidade administrativa e empreendedorismo. Santa Rita do Passa Quatro precisa de um executivo e legislativo comprometido com a ordem e o progresso do município.

Pensado bem, se continuarmos votando nos “Tiriricas”, estaremos determinando nosso futuro. E aí não adianta reclamar, protestar nas praças, nas avenidas, gritando “FORA ESSE”, “FORA AQUELE”. Por incrível que pareça, a coisa ainda pode piorar. Duvida?

Sugestões, criticas, considerações em geral, encaminhe para: sergiomarcosmevec@gmail.com

(*) Jesus, em Mateus 28:18