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Delegado Responde: Roubo com agressão a faca e furto de idosa



JORNAL O SANTARRITENSE - Dr. Domingos, essa semana vemos um caso de roubo em que a vítima foi ameaçada com uma faca e agredida fisicamente pelo autor. O Dr. poderia nos dar maiores detalhes desse caso?
DR. DOMINGOS ANTÔNIO DE MATTOS - Neste caso o autor já é conhecido nos meios policiais e já esteve preso por vários anos, sendo que atualmente não está trabalhando e permanece perambulando pelas ruas, além de ser usuário de substância entorpecente. Após comparecer vários dias no escritório onde a vítima trabalha pedindo doações, no último dia 05, o mesmo esteve no local com a desculpa de buscar roupas usadas que lhe seriam doadas.

Enquanto a vítima pegava a sacola com roupas o autor se apropriou de seu celular que estava sobre a mesa e colocou no bolso, mas o mesmo recebeu uma ligação e o toque do aparelho levantou suspeita. Nesse momento, objetivando garantir a subtração do aparelho, o autor desferiu um golpe com uma faca na direção da vítima, o qual acertou a sacola com roupas que a mesma estava lhe entregando. 

Ato contínuo o autor ainda encostou a faca no pescoço da vítima e tentou trancá-la em um banheiro, usando inclusive de violência física. Temendo que algo pior fosse lhe acontecer, a vítima reagiu e entrou em luta corporal com o autor, o qual fugiu levando a arma do crime e o celular subtraído. Ainda se arriscando a vítima seguiu o autor e presenciou quando dispensou a faca utilizada no crime sobre o muro do Campo do Galo, onde foi apreendida, seguindo até sua residência. 

Narrados os fatos aos policiais os mesmos compareceram na casa do autor, conhecido da vítima, e lograram apreender o celular subtraído no bolso da calça do mesmo, ocasião em que recebeu voz de prisão e foi apresentado nessa Delegacia para as providências de praxe. Imediatamente determinei a lavratura do auto de prisão em flagrante delito do autor, pelo cometimento de roubo, bem como seu recolhimento no Centro de Triagem da Cadeia Pública de São Carlos. Durante seu interrogatório o autor confessou a subtração do celular, mas negou as ameaças e agressões contra a vítima. 

Ressalte que, embora tenha negado ameaças e violência para subtração da coisa, nos autos do inquérito instaurado existem outros elementos contrariando essa versão e corroborando a da vítima, inclusive exame de corpo de delito e apreensão da arma utilizada, razão do enquadramento no artigo 157 do CPB. Com essa alegação o autor apenas pretende desclassificar seu crime para furto, ou seja, modalidade menos grave e com pena inferior à prevista para o crime de roubo. Apresentado para audiência de Custódia, no último dia 06, a versão do autor também não convenceu o Ministério Público e Judiciário, sendo a prisão em agrante convertida em Prisão Preventiva e o mesmo encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Araraquara onde deverá permanecer aguardando julgamento.

J.O.S. – Dr. Domingos, essa semana também vemos conhecimento que a Polícia Civil conseguiu identificar uma suposta cuidadora de idosos que, aproveitando-se de confiança e debilidade física de suas pacientes, de uma delas subtraiu aproximadamente R$ 100.000,00. O Sr. confirma essa informação?

DR. DOMINGOS - Há dias recebemos a informação de que uma “cuidadora de idosos” estava subtraindo dinheiro da conta poupança de uma de suas pacientes, para isso se utilizando do cartão magnético da vítima e efetuando saques constantes, além de efetuar compras em diversos estabelecimentos comerciais do município e de Ribeirão Preto. A princípio a denúncia não indicava o nome da autora e nem mesmo da vítima, apenas citava que já havia sido subtraído quan a acima de R$ 90.000,00 (noventa mil reais). 

Com esses dados iniciamos investigações e, na manhã do dia 05 p.p., defronte a Praça do Rosário, na área central da cidade, Policiais Civis abordaram uma Senhora que havia acabado de sacar R$1.500,00 (um mil e quinhentos reais) da poupança da vítima, isso se utilizando do cartão magnético da mesma que também estava em sua bolsa. Convidada a acompanhar os policiais até essa Unidade, ao ser indagada, a autora alegou que efetuava as retiradas a pedido de sua patroa (vítima) e lhe entregava os valores que, posteriormente, eram entregues por ela a seu filho que os guardava em seu quarto. 

Já com a identificação da vítima fomos até sua casa e constatamos se tratar de uma pessoa de 86 anos, muito debilitada fisicamente, mas com a capacidade mental preservada. Em conversa com ela, a mesma negou que vesse pedido para a autora sacar dinheiro de sua poupança e que, há tempos, a demitiu por desconfiar que “mexia” em suas coisas, mas foi novamente contratada por sua irmã, de 88 anos, que reside na casa da frente do terreno. 

Em virtude de serem sozinhas e o filho da vítima estar com forte quadro de depressão, não saindo do imóvel há anos, acabou entregando seu cartão de aposentadoria e pensão para que a autora efetuasse os saques e lhe entregasse os valores, não sabendo dos saques que a autora efetuava em sua conta poupança, nem mesmo dos gastos efetuados no comércio. Ainda em diligências efetuamos buscas nas acomodações da vítima e de seu filho e nenhum dinheiro foi localizado. Novamente indagada a autora negou a subtração e autorizou buscas em sua casa, onde nenhum valor expressivo foi localizado, apenas R$ 1.750,00 (um mil e setecentos e cinquenta reais) que seu companheiro (da autora) havia sacado naquela data e que se referia a pensão da vítima.

Indagados, a indiciada e seu companheiro alegaram que haviam sacado a pensão da vítima para posteriormente fazerem a entrega. Ainda prosseguindo as investigações conseguimos identificar, além de inúmeros saques feitos pela autora, várias compras e pagamentos efetuados por ela e seus familiares em comércios do município, isso tudo se utilizando do cartão da vítima. Assim, contando mais uma vez com o auxilio do Ministério Público e Poder Judiciário, conseguimos mandado de busca e apreensão e recuperamos parte dos objetos adquiridos ilicitamente pela autoria com o cartão magnético da vítima. 

As investigações prosseguem para se apurar o valor total do prejuízo sofrido pela vítima, acreditando que irá passar dos R$ 100.000,00 (cem mil reais). Aqui devemos abrir um parêntese para alertar toda população da necessidade de se verificar antecedentes, origem e caráter da pessoa que irão contratar para cuidar de seus entes queridos. Em caso de necessitarem de auxilio poderão contar com a ajuda dos Policiais Civis da Delegacia de Polícia, sito na Avenida Padre Pio Corso, 1959, Bairro Jardim.