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Mulher em São Carlos é “enterrada viva” em golpe do seguro de vida



A Polícia Civil de São Carlos revelou na terça-feira (30) detalhes de um esquema montado com o objetivo de fraudar corretoras de seguro da região. O plano incluía simular a morte de uma mulher e, com isso, obter um seguro de vida cuja indenização poderia chegar a R$ 1,4 milhão.

O mentor do plano seria um ex-agente funerário, de 47 anos, que se aliou ao genro, corretor de seguros, à filha – beneficiária da apólice - e a um médico, que atestaria o óbito. O profissional atualmente presta serviço na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da Vila Prado, em São Carlos.

Para simular o óbito, foi usado o nome da ex-moradora de rua Cristiane da Silva. Ela teria morrido, segundo os documentos, no início do ano, em São Carlos.

O plano foi levado adiante em Descalvado, cidade escolhida para que as apólices de seguro em nome da ex-moradora de rua fossem assinadas. Com a falsa certidão de óbito nas mãos, os valores só não foram pagos porque as equipes de investigação do 2o Distrito Policial de São Carlos avançaram na apuração do golpe. Pelo menos cinco seguradoras do município haviam sido acionadas para os pagamentos.

O golpe Para transformar a moradora de rua em cadáver, o ex-agente funerário usou do argumento de que a ajudaria. Em junho do ano passado, ele esteve com Cristiane em uma unidade do Poupatempo e solicitou a segunda via do RG. Com o número do protocolo nas mãos, ela própria retirou o documento posteriormente.

De posse do documento, o corretor de seguros, que é genro do agente funerário, adquiriu seis apólices de seguros de vida, firmadas através de cinco operadoras. Os documentos apontavam sua esposa (filha do agente funerário) como beneficiária do esquema.

Para consumar o golpe, um médico amigo da família atestaria o óbito. Ele foi convencido no final de janeiro deste ano a emitir Declaração de Óbito oficial da unidade de saúde, na qual foi inserida o nome da moradora de rua Cristiane da Silva. A causa do óbito foi atestada como “morte súbita”. O médico apontou o endereço do ex-agente funerário como residência oficial do “cadáver”. Um caixão lacrado foi enviado ao cemitério no dia seguinte, quando o sepultamento foi realizado.

Com o início das investigações, a pessoa dada como morta foi localizada e os integrantes da quadrilha foram identi cados. Para comprovar o caso, a Justiça autorizou a exumação do corpo, supostamente enterrado na sepultura 91, quadra M-2, do cemitério Nossa Senhora do Carmo. O caixão continha apenas uma pedra embrulhada num travesseiro.

Os acusados responderão pelos crimes de Estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.