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Delegado Responde - Disparo acidental de arma de fogo e crimes na área rural



JORNAL O SANTARRITENSE – Dr. Domingos, nesta semana, muito foi comentado a respeito de um determinado fato, onde uma mulher teria sido atingida por disparo de arma de fogo. O que o senhor poderia falar a respeito?

DR. DOMINGOS ANTONIO DE MATTOS – De fato, tivemos o registro de uma ocorrência policial envolvendo pessoa vitimada por disparo de arma de fogo e vou aproveitar para esclarecer a toda população, como tais fatos ocorreram. No início da noite do dia 06/06, deu entrada na Santa Casa desta cidade, uma mulher apresentando ferimentos típicos de projétil de arma de fogo. Acionada a Polícia Militar, esta se fez presente no hospital onde os milicianos foram informados que referida mulher lá se fez presente conduzida por um rapaz, cujo prenome foi devidamente mencionado. Na sequência os Policiais Militares foram até a residência deste rapaz, tiveram a autorização para adentrar, onde lá encontraram um tijolo da droga vulgarmente conhecida como “maconha”, com cerca de 400 gramas, vários saquinhos plásticos comumente utilizados para o embalo de drogas para comercialização, cadernos com anotações típicas do tráfico de drogas, bem como um aparelho de telefone celular, o qual é produto de furto nesta cidade. Nesta casa a arma não foi encontrada, mas, na continuidade das diligências, seguindo informações do primeiro indiciado, a arma foi encontrada na casa de outra pessoa, sendo todos conduzidos ao Plantão Policial de Porto Ferreira.

J.O.S. – Quais foram os procedimentos adotados?

DR. DOMINGOS – A Autoridade Policial plantonista autuou em flagrante os dois envolvidos, sendo o primeiro por tráfico de drogas, porte de arma e receptação dolosa, vez que assumiu a propriedade do entorpecente, arma e objeto, bem como declinou que pediu para seu conhecido esconder a arma, um revólver calibre 38, vez que ao efetuar disparo, acidentalmente, os estilhaços teriam atingido sua companheira. Essa pessoa que aceitou guardar a arma (o segundo indiciado) também foi autuada pelo delito de porte de arma. Frise-se que, apresentados os presos ao Poder Judiciário, em sede de audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva e ambos foram posteriormente conduzidos à Penitenciária de Araraquara/SP.

J.O.S. – Em nossa redação, chegou também a informação do cometimento de mais um crime na área rural de nossa cidade. Procede tal informação?

DR. DOMINGOS – Infelizmente, sim. Mais um registro em furto na área rural desta cidade foi registrado onde, além da subtração de vários objetos do local, também foi abatida uma cabeça de gado. Conquanto ao animal, denota-se que para seu abate, houve requintes de crueldade, vez que, no local, foi encontrada uma marreta e apenas parte da carne do animal foi retirada, remanescendo o restante no próprio local dos fatos.

J.O.S. – Poderíamos afirmar, então, que está ocorrendo um aumento nos índices de crimes contra o patrimônio na Zona Rural?

DR. DOMINGOS – Notadamente, apesar de todos os esforços feitos, contamos com um efetivo de Investigadores de Polícia muito reduzido o que prejudica o trabalho de Polícia Judiciária, direcionado à investigação dos crimes já ocorridos. Some-se a estes fatos a imensa área rural deste município. Este mesmo problema também deve afligir a Polícia Militar, cuja função é o patrulhamento preventivo dos crimes.

J.O.S. – Ainda sobre crimes ocorridos na área rural desta cidade, procede o fato de furto de vários cavalos em uma propriedade?

DR. DOMINGOS – Na verdade, nesta hipótese não tivemos o delito de furto, mas sim de estelionato. A possuidora dos animais celebrou um contrato de compra e venda, tendo por objeto cavalos e éguas da raça Mangalarga Marchador. O pagamento foi efetuado através de cheques para compensação futura, os quais não foram pagos pela instituição bancária em razão de serem cheques fraudados, sendo o valor do prejuízo superior a R$ 100.000,00. Já houve minha determinação no sentido da instauração de Inquérito Policial para a cabal apuração dos fatos onde, além da responsabilização criminal dos autores do crime, parte já identificados, prosseguem as diligências para eventual localização da “res”. Cabe aqui, a título de esclarecimento à população, salientar o risco de efetuar negócios com pessoas desconhecidas, ou mesmo sem referências, pois estes, agindo de má fé, podem causar graves prejuízos nanceiros. Nessa hipótese a vítima não conhecia os autores e acabou sendo ludibriada por infratores contumazes neste tipo de delito e que possuem grande facilidade para dispersão dos animais, até mesmo para outros Estados, o que dificulta o trabalho investigativo.