Cidade

[Cidade][bsummary]

Policial

[Policial][bsummary]

Mulher

[Mulher][bsummary]

Eventos

[Eventos][twocolumns]

Pensando Bem: Afinal, o que é radicalismo?



Em um sentido filosófico pode ser de nido como uma das políticas doutrinárias reformistas que prega o uso de ações radicais para gerar transformação completa em organizações sociais. É uma variante do Liberalismo que prega o reformismo de choque e a revolução social; e uma alternativa ao Conservadorismo, que expressa ideias sociais mais extremistas e mais tradicionais. Tem suas raízes no nal do século XVIII e início do século XIX durante a Revolução Francesa, quando houve a proposta de que o comportamento jacobinista de determinados grupos deveria visar o combate pela raiz das anomalias sociais mediante a implantação de reformas absolutas.

O termo “radicalismo” foi introduzido pelo deputado na Câ- mara dos Comuns Britânica Charles James Fox em 1797 (em plena revolução francesa) que então exigia a reforma radical.

Radicais hoje
Atualmente o termo é usado na politica, nas artes, nos esportes e indica medidas extremas, exploração dos limites, exageros, de modo pejorativo e negativo e até emprego de violência.

A etimologia, no entanto, nos leva a outra direção. A palavra “radical” vem de “raiz” e “ismo”, ligado ao termo anterior, signica, na maioria das vezes, “ideologia”. Se formos “ao pé da letra” veremos que “radicalismo” significa: ideologia formada à partir das raízes. Sendo assim, o termo ganhou uso bem diferente do que de fato significa.

Radical, hoje em dia, é um termo empregado ao religioso fanático, ao skatista ousado ou um ativista politico de esquerda, (a quem acostumamos chamar de “ultra radical”). Por que o termo não pode ser aplicado a quem é radical para o bem? Não sei. Mas Madre Tereza de Calcutá foi uma “radical” em favor dos pobres entre os mais pobres na Índia. Mar n Luther King Jr. foi outro radical contra a segregação racial norte americana na década de 1950/60. Que dizer de Jesus, que “radicalizou” amando os que ninguém amava, perdoando os “imperdoáveis” e curando doenças incuráveis? Por que não podemos ver nascer um radicalismo extremista a favor dos desfavorecidos? Por que não empregar esta força interior que chamamos “revolta”, para combater o mal? O abuso sexual? O estupro? A violência doméstica? Será que só teremos soldados movidos pelo ódio, com fuzis na mão, cegos para com seus semelhantes e sedentos de sangue? Quando teremos soldados do amor? Quando faremos do abraço sincero nosso “fuzil”? Do amor ao próximo nossa metralhadora?

Rebeldes de uma boa causa
O início da chamada “era cristã” foi talvez a mais radical (para o bem), de que se tem no cia. Onze judeus, com suas famílias, obedeceram uma ordem de Cristo de esperar em Jerusalém até que recebessem poder para a tarefa revolucionária por começar, e que mudaria para sempre a história da humanidade. O cristianismo foi uma revolução radical.

Em uma de suas viagens missionárias, havendo o apóstolo Paulo chegado a Tessalônica, veja o que se dizia deles a essa altura: " - Estes homens que estão transtornando o mundo inteiro, chegaram agora aqui também” (Atos 17:6). Isso é revolucionário! Isso é radicalismo, no sentido puro do termo.

Ao chegar em Atenas diz a Escritura que Paulo “ficou revoltado ao ver a cidade tão cheia de ídolos” (Atos 17:16). Pensando bem, o mundo necessita de pessoas revoltadas contra o mal, revolucionárias do amor e radicais em fazer o bem ao próximo. Alguém disse certa vez que a maior força da sociedade é o voluntariado. Pessoas que trabalham movidas apenas pelo ideal de suprir carências, preencher espaços vazios, desde que isso beneficie o maior número de pessoas em sua geração.

Ângela Merkel, chanceler alemã, é reconhecida mundialmente como a segunda pessoa mais poderosa do mundo. Indagada sobre a avalanche de refugiados sírios, e o consequente aumento de muçulmanos em seu país, disse: “ – A única forma de não sermos influenciados pela Islã, é voltarmos às nossas igrejas, ler nossas Bíblias e praticar novamente a fé de nossos antepassados”.

Pensando bem: contra o radicalismo islâmico, só mesmo o radicalismo cristão, um retorno às raízes do cristianismo, com seus credos, cânticos e prática do amor a Deus e ao próximo.

Pensando bem, se em sua casa ( escola, trabalho ou vizinhança), você percebe a influência do mal, reaja. Bem diz a Palavra de Deus: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12:21). Seja radical.

Gostaria de saber sua opinião sobre o assunto deste artigo. Escreva para sergiomarcosmevec@gmail.com